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Fashion

Haute Couture Brasil ­ SPFW N47

As grifes Neriage, Haight e Flávia Aranha, estreantes no São Paulo Fashion Week 2019, apresentaram entre suas tendências, tecidos marcados por texturas com seda ou camurça, destacando o vermelho e as mangas bufantes. O preto, sempre presente, apareceu em peças que fogem do corte simétrico e enxuto.

A Aluf trouxe para a passarela a organza em tons leves. O tecido e os tons permitem ótimas combinações com o jeans premium.

Preto, branco, vermelho, amarelo… a alfaiataria de Reinaldo Lourenço veio leve, como muitos modelos da Black Jeans.

A Apartamento 03 descontruiu padrões e trouxe uma variedade de cores saturadas e bordados. Telas e volume estão presentes no mood da grife mineira. Os tons fortes de rosa e azul possibilitam ótimas combinações com o jeans naval.

O protesto de João Pimenta trouxe modelos com a boca vedada e outras expressões de privação da liberdade. O mood andrógino permitiu que homens e mulheres usassem calças e grandes volumes de composições. O jeans cumpre seu papel há tempos nesse quesito: homens e mulheres usam skinnys e joggers de maneira igualitária.

Patrícia Vieira foi destaque com sua coleção “Brasil Mata Atlântica”. Zero desperdício na criação, composta por mosaicos em couro e cujos calçados, da label Manolita, também fazem parte da escolha sustentável.

Os processos que envolvem a cadeia têxtil merecem cuidado. Por isso, a Black Jeans aposta em parceiros e processos preocupados com o meio ambiente.

A Mipinta trouxe homens e mulheres coloridos, traduzindo em seu mood a sociedade sci­fi e o plástico, provocando a reflexão sobre a moda descartável.

Muitas grifes escolheram solas retas e pés quase nus.

Mais do que impressionar, os estilistas provocaram o público e conduziram muitos à reflexão. A moda ganhou movimentos de som, meio ambiente, entre outros, mostrando sua integração social.

Integração que chegou ao ápice no desfile do estilista mineiro Ronaldo Fraga, que trouxe modelos portando armas com flores, livros de História, capacetes com pombas brancas e muita expressividade.

É preciso pensar a moda como manifesto social. O jeans é o tecido mais democrático de todos, mas a democracia de fato depende daqueles que o vestem.